TC Angola – Presidente do Tribunal de Contas reforça Cooperação Académica e Institucional no Estado de Tocantins – Brasil

O Juiz Conselheiro Presidente do Tribunal de Contas de Angola, Dr. Sebastião Domingos Gunza, cumpre no Brasil mais uma etapa do seu curso de doutoramento em Gestão de Políticas Públicas, na Universidade Federal de Tocantins (UFT), em Palmas, no âmbito da cooperação institucional entre a Corte angolana e a Universidade. No primeiro dia, o Presidente e demais estudantes mantiveram uma audiência com a Direcção da UFT, encabeçada pela Reitora, Maria Santana Milhomem. A jornada envolveu ainda uma palestra sobre direito eleitoral, bem como uma visita ao Centro de Inovação empresarial.

No dia 02 de fevereiro de 2026, o Juiz Conselheiro Sebastião Domingos Gunza, Presidente do Tribunal de Contas de Angola, realizou em Tocantins, Brasil, mais uma etapa do curso de doutoramento em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). A formação integra os acordos de cooperação existentes entre o Tribunal de Contas de Angola (TCANG) e a UFT.

No âmbito desta missão acadêmica e institucional, o Presidente da Corte de Contas manteve, na manhã de terça‑feira, um encontro oficial com a Reitora da UFT, Maria Santana Milhomem. A audiência inaugurou uma agenda que também contemplou a participação do magistrado e da delegação angolana em uma palestra sobre Direito Eleitoral, dirigida a docentes, estudantes e profissionais da Universidade.

Durante o encontro com a Reitora, o Juiz Conselheiro Presidente sublinhou a relevância estratégica da aproximação entre Angola e o Brasil no domínio do conhecimento científico, defendendo um intercâmbio que permita “beber da fonte do saber brasileiro”, em especial da experiência acumulada pelo Estado de Tocantins nas áreas da administração pública e das políticas de desenvolvimento.

Como gesto simbólico de amizade e identidade cultural, o Presidente ofereceu à universidade uma peça de escultura da tradição cultural cokwe, representativa do património artístico angolano, visando valorizar o papel da cultura como ponte entre os povos.

Na sessão alargada que se seguiu, o magistrado apresentou-se à comunidade académica na condição de discente do programa de doutoramento, integrando um grupo de profissionais do Tribunal de Contas de Angola que frequenta formações de mestrado e doutoramento ao abrigo da parceria bilateral.

Partilha de experiências e afirmação de Angola

Nas suas intervenções, o Dr. Sebastião Gunza destacou a necessidade de aprofundar o conhecimento mútuo entre África e a América Latina e defendeu uma visão mais ampla e justa sobre a realidade africana. Recordou que Angola é hoje um país em transformação, com grandes centros urbanos, infraestruturas modernas e uma população dinâmica, reiterando o desejo de ver mais académicos e instituições brasileiras conhecerem diretamente o contexto angolano.

O Presidente do TCA manifestou ainda gratidão pela hospitalidade recebida no Brasil e reafirmou o compromisso de continuar a consolidar a cooperação entre as instituições de controlo dos dois países, com impacto direto na capacitação dos quadros, na modernização dos serviços e no fortalecimento das políticas públicas.

Visita técnica à Fundação de Apoio Empresarial

A agenda incluiu igualmente uma visita ao Centro de Inovação emporesarial, destinada a conhecer boas práticas de articulação entre universidade, sector produtivo e administração pública, experiência considerada relevante para os desafios de inovação e desenvolvimento que se colocam ao Tribunal de Contas de Angola.

Esta deslocação ao Estado de Tocantins insere-se num programa mais vasto de internacionalização e qualificação dos recursos humanos da Corte de Contas, alinhado com a visão estratégica de modernização institucional e de abertura ao conhecimento comparado.

Com esta iniciativa, o Tribunal de Contas de Angola reafirma o seu empenho na formação avançada dos seus quadros e no fortalecimento das relações de cooperação com instituições congéneres e académicas, em benefício da boa governação, da transparência e do controlo eficaz das finanças públicas.

Fonte: Tribunal de Contas de Angola