Pela primeira vez, o Tribunal de Contas da União (TCU) participou da reunião entre o Comitê Consultivo sobre Questões Administrativas e Orçamentárias (ACABQ) da Assembleia-Geral das Nações Unidas e o Conselho de Auditores (Board of Auditors), realizada em setembro, em Nova Iorque. O Tribunal teve papel ativo no encontro, respondendo diretamente aos questionamentos sobre o ciclo de auditorias 2024–2025 e apresentando análises técnicas detalhadas e consistentes. A atuação reforçou o reconhecimento internacional do Brasil pela qualidade e o rigor de seu controle externo.
O encontro integra o processo de supervisão e governança da ONU e teve como objetivo revisar os relatórios de auditoria apresentados pelo Conselho de Auditores antes de serem submetidos à Assembleia Geral. O ACABQ, composto por 21 especialistas eleitos com base na experiência em gestão e finanças, é responsável por avaliar e comentar os relatórios, oferecendo recomendações posteriormente examinadas pelo Quinto Comitê da Assembleia Geral, que trata das questões administrativas e orçamentárias. Atualmente presidido pela brasileira Juliana Gaspar Ruas, o comitê simboliza a presença crescente do Brasil em posições estratégicas dentro das Nações Unidas.
Em três dias de reunião, os membros do ACABQ realizaram sabatina detalhada sobre as auditorias conduzidas pelo Conselho. No último dia, foi ainda analisado o portfólio brasileiro, ocasião em que os representantes do TCU responderam às perguntas de forma precisa e colaborativa, resultado do trabalho conjunto das equipes, líderes e supervisores das auditorias. Ao final, o comitê encaminhou 137 perguntas adicionais para resposta por escrito, demonstrando o rigor do processo de revisão.
A atuação do Brasil foi novamente reconhecida pela qualidade técnica e pelo compromisso com a boa governança, resultado da parceria entre o TCU, a Controladoria-Geral da União (CGU) e os tribunais de contas estaduais e municipais. A cooperação consolida o país como referência internacional em transparência e controle externo, fortalecendo a confiança no sistema de supervisão das Nações Unidas.